18 de maio de 2012

Saúde e vida moderna: uma revolução de hábitos e pensamentos

Pesquisa da Euro RSCG Worlwide revela uma mudança global em relação à saúde e ao bem-estar.
Nas últimas décadas, a relação entre as pessoas e sua saúde tem evoluído a uma velocidade espantosa. O aumento do conhecimento, as novas ferramentas e a tecnologia removeram grande parte dos mistérios da saúde. Se antes estávamos à mercê das autoridades médicas, agora podemos pesquisar sobre nossas doenças e buscar opções alternativas de tratamento. Ao mesmo tempo, os avanços médicos e a maior expectativa de vida corroboram a ideia que a morte é muito mais uma falha de gestão da doença do que um destino a ser aceito. No caso das doenças mais comuns, a forma como escolhemos viver desempenha um papel tão importante quanto a hereditariedade. E tudo isso muda a forma como as pessoas consideram, previnem e tratam distúrbios físicos.

A pesquisa realizada aponta que existe uma mudança em relação à percepção quanto à saúde e ao bem-estar. No Brasil, por exemplo, 66% dos entrevistados considera que pensamentos positivos podem ajudar a curar uma pessoa. Esse número é ainda mais expressivo na Índia, com 88%, e muito menor na França, com 39%. Ou ainda, 51% da amostra brasileira confia que a indústria é capaz de produzir alimentos saudáveis, contra apenas 39% na média mundial”, exemplifica Maurício Kato, CEO da Euro RSCG São Paulo.

O senso de controle sobre as doenças indica: no geral, uma maioria global (56%) acredita que tem controle sobre suas doenças. No entanto, quando questionados sobre doenças específicas, foi constatado que menos da metade acredita que podem controlar doenças como obesidade, doenças sexualmente transmissíveis, problemas de coração, diabetes e depressão.

O foco na saúde mental: é crescente a ideia que a saúde mental está intimamente ligada ao cuidado alimentar, aos exercícios físicos e ao bem-estar geral. Os entrevistados deixam claro que o modo de vida moderno não faz bem ao cérebro. Quando questionados sobre os vários fatores que são “bons” e “ruins” para a saúde mental, os tópicos mais nocivos apontados, em ordem, foram: uso de drogas, cigarro, poluição da água e do ar, trabalhos estressantes, uso de álcool, ansiedade e dieta pobre em nutrientes. Por outro lado, foram também apontados os fatores mais benéficos ao cérebro: exercício físico, sono, amor, dieta saudável, hábito da leitura, socialização e sexo.

Ainda sobre o poder da mente sobre o corpo: seis em cada dez pessoas no mundo acreditam que “pensamentos poderosos podem ajudar uma pessoa a se curar”. Talvez ainda mais surpreendente seja a constatação que quatro em cada dez entrevistados acredita que “a maioria das doenças é psicossomática” – ou seja, está tudo em nossas cabeças.

A dieta como arma para se alcançar uma vida mais longa: no Brasil, a preocupação com alimentação saudável chega a 71% da amostra - um número altamente significativo. Além disso, 77% dos brasileiros concordam com a afirmação “que estão mais conscientes do valor nutricional dos alimentos” contra apenas 65% da média global. Entretanto, apenas 51% diz que confia na indústria para prover aos consumidores alimentos saudáveis.



FONTE: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=202486

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