"MAUÁ - O IMPERADOR E O REI"

O filme de Sérgio Rezende reconta a história da personagem histórica Barão de Mauá, da infância à queda, passando pela ascensão vertiginosa como comerciante. Ao que tudo indicava, Irineu Evangelista de Souza passaria sua vida inteira em Arroio Grande, uma cidadezinha do sul do Brasil. Porém, o assassinato de seu pai muda a vida do protagonista radicalmente. Sua mãe decide se casar novamente, mas o padrasto não aceita o enteado e o manda para o Rio de Janeiro.


Irineu passa a morar o tio Batista e vai trabalhar no armazém do português Pereira de Almeida. Lá ele descobre seu talento para negócios, fazendo com que o rapaz se tornasse um funcionário de confiança e um cobrador, por vezes, impiedoso. Já adulto, Irineu começa a defender o fim da escravidão por razões econômicas e tem seu trabalho reconhecido por Richard Carruthers , um escocês que vivia no Brasil. O estrangeiro o emprega em sua firma de exportação e ensina-lhe as primeiras noções das teorias econômicas. Anos depois, Carruthers decide voltar para a terra natal e deixa Irineu comandando os negócios.

Ao mesmo tempo, o jovem homem de negócios se apaixonou pela sobrinha, May, com quem mais tarde se casou e teve vários filhos. À medida que ia enriquecendo e prosperando nos negócios, Irineu ganhou um forte inimigo, o Visconde de Feitosa, que o via como um aventureiro que tentava desviar o Brasil de sua "vocação agrícola".

A aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da Lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro, liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais uma série de atividades urbanas no Brasil. Foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano. Nessa realidade, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, símbolo maior do emergente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos setores da economia urbana. Suas iniciativas iniciam-se em 1846, com a aquisição de um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como fundição de ferro e bronze e construção naval. No campo dos serviços Mauá foi responsável pela produção de navios a vapor, estradas de ferro comunicações telegráficas e bancos. Essas iniciativas modernizadoras encontravam seu revés na manutenção da estrutura colonial agro-exportadora e escravista e na concorrência com empreendimentos estrangeiros, principalmente britânicos. Essa concorrência feroz, não mediu esforços e em 1857 um incêndio nitidamente provocado destruiu a Ponta de Areia. Suas iniciativas vanguardistas representavam uma ameaça para os setores mais conservadores do governo e para o próprio imperador, que não lhe deu o devido apoio. Sua postura liberal em defesa da abolição da escravatura e sua atitude contrária à Guerra do Paraguai, acabam o isolando ainda mais, resultando na falência ou venda por preços reduzidos de suas empresas.



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