6 de junho de 2010

"Vítimas do Bullying"

Os números de vítimas de Bullying impressionam, e ainda mais impressionante é ver que os agressores são muitos, isso sem falar nos conviventes, ou seja, nos covardes, que presenciam as cenas e nada fazem. O Bullying em alguns casos chega a ser confundido como uma brincadeira, uma brincadeira que persegue, humilha e intimida! Pergunto-me: _ Qual a graça?... Sabe-se hoje, através de pesquisas e estudos, que as vítimas do Bullying apresentam diminuição da auto-estima, se isolam da sociedade, e até mesmo cometem suicídio. O médico Aramis Lopes Neto, coordenador do primeiro estudo a respeito do assunto Bullying, realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção a Infância e Adolescência (Abrapia) relata um fato curioso e digno de atenção governamental, pois as pesquisas realizadas a nível mundial apontam que alta porcentagem dos agressores, os agentes Bullies adotam ao longo da vida uma conduta criminosa, delinquente, tornam-se adultos violentos, e antes dos 24 anos já apresentam passagem pela polícia. Para compreendermos melhor o Bullying e abordá-lo na temática da relação entre as pessoas indico a visualização dos vídeos: Os vídeos acima trazem a participação da Psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva no programa Altas Horas, e, a entrevista foi excelente, elencando pontos fundamentais para assimilação do assunto. Porém há divergências doutrinárias no assunto que buscam não igualar a violência escolar com o conceito de Bullying, pois para muitos pesquisadores cada qual ocorre com suas características específicas. Em uma lógica sobre o análise desta discussão resumo da seguinte forma: “Bullying é um ato de violência escolar, mas nem toda violência na escola pode ser tratada como bullying” Exemplificando: Um aluno que durante uma discussão não habitual parte para a agressão cometeu um ato de violência na escola, agora se essa discussão for marcada por constantes agressões físicas e psíquicas ao longo do ano é um quadro de Bullying. Vejamos um quadro de Bullying: Como podemos notar no relato da mãe, este é um caso de Bullying, pois as agressões foram repetidas, e houve a filmagem e posteriormente a exibição do vídeo, cujo cunho era agredir ainda mais a vítima, uma forma de humilhar, na qual o agressor tem o prazer e se sente superior a vítima. Em seguida proponho a você leitor a oportunidade de aprofundar-se ainda mais no assunto assistindo o vídeo abaixo: (considero este um dos melhores vídeos que encontrei na internet sobre o assunto). O vídeo disponível no canal R7, um recorte do programa Hoje em Dia traz peculiaridades bem interessantes para serem discutidas. A primeira que destaco é o caso de João e de Camila e suas respectivas famílias, ambos sofreram com Bullying e como dito na entrevista: “Deram a volta por cima”, mas o interessante é como se deu esta volta, como se reintegraram, ou de certa forma foram inclusas dentro de um processo. A “orelha de abano” e a do “cabelo de empregada” foram submetidas a uma adaptação para enquadrar-se dentro dos estereótipos julgados pela sociedade padrão. A mãe de Camila argumentou dizendo que procurou a Escola e que a resposta obtida é que ela teria que se conformar, pois isso ocorreria em outras ocasiões, que não ia ter como fugir de preconceitos e de maldades. A mãe não concordou, achou um absurdo a resposta. Até aí tudo bem, concordo plenamente, a escola não fez o seu papel, e em seguida a mãe no meu ponto de vista cometeu um erro que foi a reconstrução de sua filha, foi uma maquiagem no assunto. O caminho mais fácil, o da transformação, é recurso de poucos e não combate o mal pela raiz. Na memória dessas crianças estará a não aceitação durante um determinado período, uma lembrança que terão que carregar e se lembrar a cada olhar no espelho, e ver suas orelhas novas, ou o seu cabelo novo. E o que considero mais grave, é que se houve um julgamento de que a sua verdadeira identidade não era pertinente à sociedade na qual convivem, futuramente desenvolverá um preconceito, podendo ser futuros Bullies para condenarem aqueles que não estão inseridos dentro do padrão do belo ou moderno. A transformação ela pode ocorrer, mas desde que tratada junto com o recurso da busca pela aceitação dos diferentes, de buscar um espaço para ser respeitado e admirado com seus defeitos e qualidades. Ainda sobre a reportagem do Hoje em Dia pude notar e me identificar com a repórter Nathalia Arcuri que se sensibilizou com a coragem e com a postura correta de Beatriz, que lidou com os Bullies com naturalidade e ganhou deles a admiração, ela se lançou ao desafio de ser aceita como é. Neste caso também há riscos, porém se houver uma observação e acompanhamento da família e da Escola o dano poderá ser menor, com um quadro clínico menos traumático a vítima. Lembro a todos que o blog traz uma visão peculiar deste que o escreve, uma opinião própria sobre os assuntos abordados. Primeiramente é feito uma leitura de outros blogs, sites, vídeos e doutrinas e após a análise exponho minha opinião. Não se trata de um artigo científico, ou de um resumo de escritores renomados, muito menos de um texto com padrões de ortografia etc. Para finalizar um vídeo do jovem que poderia muito bem ser considerado embaixador do combate ao Bullying. Na sua simplicidade demonstrou coragem e sensibilizou os meios de comunicação para uma campanha mais nítida no Brasil. DREVER, Diogo. “A brincadeira que não tem graça” Disponível em: http://www.educacional.com.br/reportagens/bullying/ REDAÇÃO AGÊNCIA BRASIL. “1/3 dos alunos de 5º e 8º séries já sofreram bullying” Disponível em http://www.apukaonline.com.br/

Winderson Marques

11 comentários:

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