4 de junho de 2010

“Bullying – Termo novo para um velho problema”

Bullying! Como este assunto está na moda, pois é! _Bullying! Os noticiários globais e a mídia de uma forma geral andam explorando cada vez mais o tema, principalmente quando este ocorre no ambiente escolar. O assunto é um tanto complexo, podendo ser estudado e analisado perante vários fatores, como também por diversos olhares, personagens. Mas neste momento irei sintetizar conceitos, e através destes compreender e transmitir ao leitor um pré-conhecimento sobre esta matéria, que certamente será pautada em algum momento de nossas vidas, ou como vítimas, ou agentes, ou no papel de educadores buscando conscientização e resolução da problemática que ocorre habitualmente nas escolas. Podemos definir Bullying como um sistema comportamental de um indivíduo ou de um determinado grupo, que apresenta características agressivas e negativas, e estas ocorrem costumeiramente. E há uma relação de superioridade diante da vítima, um desequilíbrio de poder entre os envolvidos. A definição citada no parágrafo acima com certeza nos leva a imaginar uma situação já vivida ou conhecida. Os Bullies intimidam e humilham aqueles que para eles são inferiores, e assim praticam e utilizam técnicas de insultar a vítima, xingamentos, ataques físicos ou psicológicos, depreciação, ameaças, espalha boatos que difamam, isolam a vítima, chantageiam etc. Enfim, tudo se resume em um comportamento que é contrário à proposta da educação. A terminologia utilizada para a compreensão destes atos é nova, recente no Brasil, mas sabemos que bem antes, desde as primeiras escolas fundadas em solo brasileiro a prática já existia, às vezes camuflada, ou não tão repetidamente como é característica do habitual, porém não podemos achar que esta é uma nova fase, um problema recente. E ainda não acharmos que nas escolas os Bullies são somente os alunos, pois os professores podem sim ser agentes dessa prática, mas o foco neste momento são os discentes. Para que possamos compreender melhor vejamos o vídeo abaixo, que com o bom humor conseguiram ilustrar situações de Bullying. O vídeo anexado acima é coerente com alguns pontos, ou seja, as técnicas dos Bullies apresentadas fazem parte da realidade, mas saliento que as agressões não são direcionadas tão somente aos “nerds”, a vítima pode ser qualquer um. Diante dos atos de agressão física e psicológica nas escolas nos questionamos sobre o papel do educador. Como este deve agir? Como a escola deve se preparar? Qual a prevenção?... O questionamento é intenso, e as respostas cabem a nós procurarmos. E ao assistir uma reportagem no Jornal Hoje sobre o aumento da violência nas escolas, algumas frases foram tocantes para a preparação pedagógica. O psiquiatra Renato Piltcher diz em entrevista: “O combate a violência é uma realidade que não está nos livros” À afirmativa é correta, pelo menos se analisarmos friamente o que está escrito nas doutrinas. E complemento o pensamento com a frase do educador Mário Sérgio Cortella “Há um afrouxamento das regras disciplinares” As duas frases apontadas acima em um processo de reflexão são coerentes, porém ambas dão margem a uma questão na qual considero o cerne da existência do Bullying, ou seja, Quem são os culpados?... Se esta é uma realidade que não está nos livros então o livro que prepara e ensina precisa ser reformulado, inserido em seu contexto uma preparação mais rígida, pois se há um afrouxamento é porque alguém deixou que houvesse! Como eu já disse, o termo Bullying é novo, mas o problema é antigo. CORTELLA vai além e relaciona o problema com a perspectiva de futuro, na qual subentendo uma ligação via mídias de comunicação e o processo do consumismo e capitalismo. Ironia a parte, tanto Renato Piltcher e Mário Sérgio Cortella dão nome aos bois. Para o psiquiatra e para o educador, tudo se começa no berço, na família, no exemplo familiar, e ainda, nas primeiras regras de ética, de cidadania, estas vindas de casa, e trabalhadas pelo professor e ampliada pela sociedade. Quando se fala em família nos primeiros ensinamentos, desde regras de etiqueta, ensino religioso, cidadania, entre outros, a frase mais vívida que me aflora os sentimentos é que a principal lição a ser difundida é o “amor ao próximo”. Um amor capaz de ajudar, ensinar, e principalmente respeitar.

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