ENSINAR HISTÓRIA NO SÉCULO XXI: EM BUSCA DO TEMPO ENTENDIDO.

ENSINAR HISTÓRIA NO SÉCULO XXI: EM BUSCA DO TEMPO ENTENDIDO
Resenha da obra de SILVA e FONSECA
Diante dos diversos questionamentos decorrentes da temática de como licenciar a disciplina de história, o respectivo texto traz a tona a ótica de Marcos Silva e Selva Guimarães Fonseca ao campo da contemporaneidade. Ambos os autores inspiram-se em Keith Jenkins, na qual compreendem que a história é marcada por vastos acontecimentos, sendo praticamente impossível recuperar a totalidade destes. E ainda tais fatos estão condicionados às nossas próprias ideologias, crenças, frutos de currículos marcados por tensões, conflitos, acordos, aproximações e distanciamentos. Um elo entre passado e presente estabelecido em um mundo multicultural com diversos caminhos a seguir e, cabendo ao docente oferecer um processo de aprendizagem pelo caminho mais comum e circunstancial ao ambiente em que se vive, priorizando alguns temas, sendo estes temas definidos sobre os olhares e diálogos de alunos, pais e comunidade. Um desafio proposto por SILVA e FONSECA. A proposta dos autores ruma à democracia e para a inclusão de povos antes excluídos e, que neste momento, estão presentes diretamente ou indiretamente dentro da sala de aula, casos como os dos negros, índios, pobres, homossexuais, portadores de deficiências físicas, mentais e outros. E neste multiculturalismo presente em um pequeno espaço que é a escola, o papel do professor de história se torna ainda mais fundamental para que se semeiem ideais de cidadania. Um respeito múltiplo e comum a uma sociedade diversificada, regida pelo respeito e princípios de moral e ética. O ensino da História no cotidiano deve levar em conta os parâmetros do multicultural, da diversidade vivente e estampada nos bancos escolares, e que estejam inseridos dentro de um contexto de identidade, de um processo de aceitação e tolerância, que seja o pão de cada dia nos lares e nas escolas. Uma das frases que bem reflete esta proposta é colocada pelos autores, que dizem: “Ser diferente é normal” e que assim seja a idéia persuadida aos discentes. Porém, SILVA e FONSECA atentam-se para um embate dos dias atuais, ou seja, a idéia do capitalismo, e suas diferentes faces semeadas pela mídia, onde o aluno é permeado por idéias de consumismo, alavancando uma diferença social que pode ser em algumas situações mascarada por outros preconceitos e diante dos mesmos revirar o passado para justificar uma problemática tipicamente contemporânea. Há de sermos nós professores o alicerce para desconstruir essas novas ideologias antidemocráticas, monoculturais, de preconceitos de classe, raça, religião etc. Um país onde o multicultural possa ser crítico e revolucionário, porém com postura ética e política perante o mundo em que vivemos. Na construção de significados para se estabelecer uma identidade entre os “diferentes” é que mais uma vez se faz mister a elaboração de currículo selecionador e que oficializa os objetivos culturais da sociedade. Um elemento que guia, orienta o trabalho na escola, mesmo que este por sua vez seja artifício dos interesses e disputas sociais e culturais na prática escolar pelos anseios do controle do estado sobre a mesma. Ainda sobre currículos salientam os autores que estes sãos as bases para o ensino, porém, a proposta de sujeitos históricos ativos em uma interação recíproca na escola vai muito além do que está prescrito nos currículos e livros didáticos. A mudança repentina seja no meio da transformação da tecnologia ou da ciência é produto constante e predominante na atualidade, o que faz serem os currículos repensados e democraticamente revistos no âmbito de ensino para que assim as avaliações dos conteúdos sejam de identidade aos olhos de todos. Um interesse governamental em esfera mundial de que a educação seja radicalizada no que concerne à globalização e mundialização da cultura. Findam Marcos Silva e Selva Guimarães Fonseca elencando temas fundamentais para o século XXI, propondo e confirmando o por outros já ditos que no campo educacional da história em si os alunos sejam formados para se tornarem cidadãos participativos na história social e política, exercendo seus direitos e deveres políticos, civis e sociais. E ainda, que esteja presente no intrínseco de cada ser sentimentos de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, idealizando sempre o respeito mútuo em busca de uma sociedade justa e igualitária.
Winderson Marques
1 comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Análise do texto: "Ensino de História: fundamentos e métodos"

Retificação de Registro Civil - (Via administrativa)

Orientações básicas para inventário extrajudicial