22 de maio de 2012

Estação VIDA

Nos trilhos percorridos em minha gestação
Mãe natureza exausta perdeu o equilíbrio.
Prematuro infortúnio onde não tive aceitação.
Vó Flora embalou-me até Estação Infortúnio.

Em turvos ecossistemas conheci meu irmão.
Encorajados fugimos em sentido a Biodiversidade
Lá conheci Dona Fauna e me entreguei à paixão.
Na caça e na pesca havia felicidade em intensidade.
Fui proibido de vê-la. Culparam-me pela erupção,
de velho vulcão que em cinzas cobriu a humilde cidade.
Restou-me o vagão cujo destino era a Estação Multidão.

A maravilha moderna, da correria e do consumo
Lá estava meu avô, o vulgo Maníaco da Preservação,
seu semblante naturalístico de louco eu presumo.
Economizando água, energia. Coitado! Perdeu a razão.

Arrumei um emprego, tudo a ver comigo: urbanização
Meu patrão, esse sim tinha o dom! “Industrializar e Prosperar”
Agente da Extinção que incoerentes chamaram de vilão.
SOS a Diversidade biológica! Para que esse coro entoar?

Iguais nas atitudes, diferentes nas proporções atingidas.
Raça da hipocrisia como já dizia o senhor da locomotiva
Nos embargues e desembargues as almas estão adoecidas.
Vivenciei o projeto em que Mãe Natureza foi a fugitiva.
Na megadiversidade não escolhemos Estação VIDA
Matamos, destruímos. Juntos! Qual a justificativa?

 Winderson Marques

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