O Astro - "Todos os seres humanos querem ser enganados, sobretudo as mulheres. Enganar com elegância é a alma do negócio”.

Não é um “remake”, uma novela refeita, nem uma condensação dos 180 capítulos originais nos 60 atuais. É, de fato, como se viu no primeiro capítulo, um tributo a uma novela que simboliza os melhores momentos da teledramaturgia brasileira e, também, da Globo.

O esforço de atualizar a trama é visível --vide as menções a Antonio Banderas e Angelina Jolie, o passeio pelo metrô do Rio, as imagens da Copa de 2010 etc. Mas os elementos centrais da trama de Janete Clair parecem preservados.
O “amor impossível” entre jovens de classes sociais diferentes, o casamento de conveniência dos milionários, o conflito entre pai e filho numa família de imigrantes árabes bem-sucedidos, a luta pelo poder numa empresa familiar, o drama entre pai e filha ricos (ele viciado em jogos, ela insatisfeita afetivamente) – está tudo lá na novela.
Além dos conflitos clássicos do melodrama e do célebre “quem matou?”, “O Astro” tem um personagem absolutamente incomum. Herculano Quintanilha é livremente inspirado em Luiz Lopez Rega (1916-1989), um esotérico argentino, amigo de Isabel Perón e, posteriormente, ministro no governo do marido dela, Juan Perón
Trambiqueiro, arrivista e sedutor, Herculano é a alma de “O Astro”. Na pele do personagem originalmente vivido por Francisco Cuoco, Rodrigo Lombardi carrega agora a dura missão de levar a novela nas costas. Pelo que se viu no primeiro capítulo, o ator tem o perfil para vivê-lo.
Ao diretor Mauro Mendonça Filho deve-se o crédito pelo bom ritmo do primeiro capítulo e pelo ótimo desempenho de atores de quem não se esperava muito, como Regina Duarte, Carolina Ferraz e Tiago Fragoso. Elas fazem companhia ao sempre bom Marco Ricca e à cada vez melhor Alinne Moraes. Daniel Filho, diretor da versão original, ocupa um lugar central, o de Salomão Hayalla, mas me pareceu pouco à vontade no papel.
Exibido sem intervalos comerciais, por 50 minutos, o primeiro capítulo de “O Astro” foi capaz, como fazia Janete Clair, de “enganar com elegância”, ou seja, de entreter com inventividade e qualidade. Tomara que continue assim.
 
Fonte: http://televisao.uol.com.br/critica/2011/07/13/homenagem-a-janete-clair-o-astro-lembra-como-as-novelas-podem-enganar-com-elegancia.jhtm
 
A cada dia um novo Capítulo.  Acompanhe aqui. Assista Online. Os capítulos estão em ordem crescente. adiante o vídeo para assistir os novos capítulos.
2º Capítulo a partir de 48:00min.
 

Watch live streaming video from tvgigaturbo at livestream.com
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Análise do texto: "Ensino de História: fundamentos e métodos"

Retificação de Registro Civil - (Via administrativa)

Orientações básicas para inventário extrajudicial