A Jovem Rainha Victoria

"Você já se sentiu como uma peça de xadrez? Numa partida jogada contra sua vontade?" Victoria

Interessantemente, a história da rainha Victoria pode agradar e muito as platéias mais novas. Principalmente as meninas adolescentes. Talvez por isso tenham escolhido a atriz Emily Blunt para o papel, já que fisicamente elas em nada se parecem. Procure as fotos da verdadeira rainha e verá que a monarca real tem "proporções" bem mais robustas que a jovem atriz, vista como a outra assistente de Meryl Streep em O diabo veste Prada.
Deixe-me explicar porque disse sobre as platéias mais novas. Victoria é uma precursora dessa geração internet de hoje. Para sua sorte, ela deve escolher com quem vai casar. E ela que deve fazer o pedido de casamento. A sua escolha cai em Albert, com quem mantém contato através de cartas, tal como a garotada de hoje mantém contato através de e-mails e outras formas de contato pela internet.
Victoria é filha da Duquesa de Kent (Miranda Richardson), uma mulher, que para azar de Victoria, é fortemente influenciada por Sir john Conroy (Mark Strong). O desejo de Conroy é que o rei morra antes de Victoria completar 18 anos, e assim poder controlar a menina e o poder que ela possuirá. A menina porém, é forte e resiste sempre. Ela tem plena consciência do que ela será. Os esforços dos dois, somente faz com que cresça triste e isolada. "Acha que esquecerei do que está fazendo comigo, mãe?", ela diz.
A história foca mais no romance entre os dois. E o casal protagonista apresenta uma sintonia perfeita. Blunt, apesar de fisicamente diferente, interpreta com precisão a rainha. Sempre de forma melancólica, como se nem ao menos conhecesse o que é a felicidade. Rupert Friend faz uma química perfeita com ela, e ainda por cima, sabe o momento exato de dar espaço para deixá-la brilhar. A química é tanta que chega a ser tangível.
Você pode até se perguntar se não vai ser chato mais um filme de rainhas, até mesmo depois dos recentes Elizabeth's que fizeram. A resposta mais provável seria não. Essa rainha não se envolve com guerras ou questões com outros países. Seus problemas são existenciais. E uma bela história de amor. Nem que seja para apreciar o visual belíssimo do filme, ele faz valer a espiada que tinha dito.

Resenha disponível em: http://resenhafilme.blogspot.com/2010/05/jovem-rainha-victoria.html
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