25 de setembro de 2010

LOUCURAS DA PAIXÃO

LOUCURAS DA PAIXÃO

Eterna viagem nas asas de um leão
Mergulhando em águas quentes de Plutão
Ao som das borboletas colorindo constelação
Onde fica Plutão? Qual era o leão? Mas que som?

Na brasa ou em gotas de carvão
Tingindo as cores e a magia do pavão
Na sedução da loucura o raio amou trovão
Tingiu o pavão? As gotas do carvão? Amor de trovão?

A sede saciada nas migalhas de pão
Aprisionado pelo veludo das grades da prisão
Camisa de força permeada ao tom da escuridão
Veludo na prisão? Sede de pão? Escuridão que tom?

Vagalumes presos em bolhas de sabão
Reluzindo mistério no tic-tac do velho violão
Contagiando bailarina que rodopia no lugar do peão
É relógio ou violão? Vagalumes de sabão? Que emoção!

O espelho sem reflexo da ocasião
Escondendo a felicidade da amante união
Na imagem e toque reluz a profética ligação
Amante união? Mas que ocasião? Qual ligação?

Lucidez? – Desperta, acorda razão.
Loucura? – louco!... [disturbada visão].
Quando? – Na busca de sua estação.
Prazer! Eu sou a louca paixão.

Winderson Marques

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