10 de julho de 2010

MEMÓRIAS D’ALMA

Vozes despertastes pré-helênicas de Ática. A tríade das Augralídes, deusas da fertilidade Em manhãs ensolaradas, mulheres aromáticas Do mito que revive em outra irmandade. A terra que permeia e alcançaste a alma Purificando o corpo que entregaste a Agraulós Semeando este solo, Atena se acalma O orvalho do perdão, oferenda à Pandrosós. Do ventre materno vidas fortalecem A aliança que fora quebrada, hoje enaltece Corrigidos erros, anjos adormecem O espírito em partida, a despedida de Herse. A promessa consumada, o descanso da sacerdotisa! Despetrificadas insubmissas concertaste a mitologia Deixaste de herança à mulher poetisa e profetisa Consangüíneas de encantos, rica simbologia. A foice que toca a terra encanta a filha de Zeus Filha virgem dai fibra as irmãs da roça esperança Aqui nasceram e se criaram, dirão o seu adeus Semeai em outros campos a mais bela lembrança No trigo, na soja, mandioca, arroz ou feijão A geração de mulheres, contribuintes das histórias Contos, poemas, em sentido ao coração Àqueles de espíritos, almas, viventes memórias... Humanas videntes do desejo terreno, não agnosia Religiosidade que desperta os sentidos em realeza Pedidos de bênçãos à Deméter, o festival proerosia No corpo da delicadeza feminina, da alma natureza.
Winderson Marques

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