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Mostrando postagens de Julho, 2010

EFÊMERA LUCIDEZ

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Lúcidos senhores políticos em seus óculos intelectuais Mágicas lentes que repentinamente os transformam racionais Afrouxando a gravata que os fazem todos iguais Cegos, surdos, corruptos, burros, perdão aos animais. Abrindo as cortinas que ofuscavam a visão Homens de terno e maleta às vezes tem razão E entre as ladainhas algo além de corrupção Uma lei de plausibilidade que orgulha o cidadão. Os kilômetros da vida, seus currículos pesaram Pois até Brasília, pelas estradas avistavam Inconseqüentes motoristas que o trânsito desafiavam Alcoolizados, imbecis que ao crime se lançavam. Corpos que caíam, mães que se recolhiam Prantos, gritos, a decepção pelos filhos que se perdiam Nas estradas, avenidas, embriagados prevaleciam Quantas vidas se ceifaram, hipócritas não viam. Perdidos pelo álcool, sangue de inocentes O desrespeito pelo próximo, atos inconseqüentes Destino desafiado, pelas drogas envolventes Que seja uma dose, não importa, pare, não vá em frente. A volta não se sabe, o traje…

SUFOCADO

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A cada passo, a cada olhar, a cada sol, a cada lua a cada gesto... Em todos meus atos sempre haverá uma desejável companhia... Lado a lado sempre estaremos, não posso relutar, é inútil tentar. Invade-me o peito, ofega minha respiração, tira-me os sentidos... E aos poucos me rendo em pensamentos, sedo-me a escuridão... Entrego-me como um covarde, não há defesa, sou facilmente absorvido. ...Soluço de aflição, trêmulo de emoção e entregue estou à paixão. Não espero respostas, nem um reencontro, busco apenas lembranças... É como ser torturado, porém não quero absolvição, muito menos a redenção. Necessito de angústias, sobrevivo das lembranças, alimento-me de esperança. Existe um duelo paralelo, passado contra futuro, porém não há derrotado... Um destino inseguro, insensato, inquieto. Estou em meio ao tédio... Velho querer de bater em sua porta e ser recebido por seu eterno beijo... Estar na expectativa de sonhar, de viajar, mergulhar em águas frias... A noite é meu refúgio, a penumbra e…

NOS BRAÇOS DE SOPHIA

Metafísicos versos em famoso bordão: “Ser ou não ser, eis a questão” Shakespearianas rosas nas cores de poesia Floridas rimas nos bosques da filosofia. Despertar para o pensar, o mundo de Sophia Brasas de amor e amizade faíscam sabedoria O processo da semente fecunda humanização A aventura a ser vivida projeta educação. Olhos de coruja, um viajante, um pensante Asas e garras, instigante, homem amante Em seu voo nos ares do existencialismo A brisa que o conduz à trilha do realismo. Ventos que permite criar, projetar, sonhar Viagem de mistérios, livres para voar Exala conhecimento, orquestra pensamento Ilumina trevas, aquece vidas, é descobrimento. O inquietante espinho do que é realidade Sangra no espírito a busca pela verdade Valores, crenças, a leitura de vivência Sociedade alternativa abre mão de inocência. Educadores do tempo é dinheiro persuadem ilusão Mídias desvairadas geram má-formação Refletir e fugir do vírus dominante Construir o crítico é ter novo semblante. Relâmpago…

MEMÓRIAS D’ALMA

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Vozes despertastes pré-helênicas de Ática. A tríade das Augralídes, deusas da fertilidade Em manhãs ensolaradas, mulheres aromáticas Do mito que revive em outra irmandade. A terra que permeia e alcançaste a alma Purificando o corpo que entregaste a Agraulós Semeando este solo, Atena se acalma O orvalho do perdão, oferenda à Pandrosós. Do ventre materno vidas fortalecem A aliança que fora quebrada, hoje enaltece Corrigidos erros, anjos adormecem O espírito em partida, a despedida de Herse. A promessa consumada, o descanso da sacerdotisa! Despetrificadas insubmissas concertaste a mitologia Deixaste de herança à mulher poetisa e profetisa Consangüíneas de encantos, rica simbologia. A foice que toca a terra encanta a filha de Zeus Filha virgem dai fibra as irmãs da roça esperança Aqui nasceram e se criaram, dirão o seu adeus Semeai em outros campos a mais bela lembrança No trigo, na soja, mandioca, arroz ou feijão A geração de mulheres, contribuintes das histórias Contos, poemas, em …